Saudações
virtuais a todos!
É uma honra estrear como editor da coluna de Literatura do site
do Centro Paranaense Feminino de Cultura. Quero destacar para começo
de conversa uma característica da literatura e de todas as artes
em geral.
Apesar da tendência generalizada de separar e classificar as coisas,
são freqüentes as interseções entre as modalidades
artísticas. Existe muita poesia na música popular, os temas
literários são usados nas artes plásticas, para não
falar no teatro e no cinema, artes que praticamente englobam todas as
outras.
Interessante destacar que poetas estudiosos como o norte-americano Ezra
Pound ( já argumentaram que a poesia não teria muito a ver
com o que é costume chamar de “literatura”. A poesia,
para Pound, estaria mais próxima das artes visuais e da música
que do romance e dos outros gêneros literários.
Por falar em poesia, no dia 11 de março um poeta curitibano completa
113 anos: Tasso da Silveira, nascido em 1895.
Filho de outro poeta – o simbolista Silveira Neto – estudou
em Curitiba e no Rio de Janeiro, formando-se em Direito, em 1919. Publicou
12 livros de poesia, 17 ensaios críticos e 3 romances; escreveu
4 peças de teatro e traduziu 6 obras (5 de história e uma
de poesia).
O início de sua produção foi inevitavelmente influenciado
pelo simbolismo: além do pai,
teve como professores Dario Vellozo e Emiliano Perneta.
Tasso foi fundador e colaborador das revistas FANAL (1911-1913) e ATHENÉIA
(1914), sucessoras das revistas simbolistas curitibanas PALLIUM e O CENÁCULO.
Como exemplo de sua fase inicial, veja-se o poema-título de seu
primeiro livro, FIO D´ÁGUA, de 1918:
|